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 João António Fernandes Alves

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Por vezes sentimentos obscuros
Ficam muito claros
Na necessidade de aclarar
Com a força de poder acabar
Com algo que escurecendo-se
Mais se clarifica
Dependendo dos olhos com
Que se esteja a mirar.
Quando o mal quer e fica
Muda-se o modo de olhar
Quando do mal o bem se quita
E para nós, de nós se vem instalar.

A esperança que reunida
Destemperadamente, só depois
De uma grande espera e
De uma quiçá maior, antecedida.
Julgada morta e
Tornada publica é vida
Confrontada com vida, pois
Antecipada, esperada e decidida
É sempre solucionativa e
A bem vinda renascida.
Problemática só por
Ser esquecida

Treinando a resposta imediata
De que adianta
Se não for a mais exacta
Que de duvidar conta
E contando, fixa a motivação da acta

Viver cada passo
É andar vivendo
Viver passo a passo
É andar temendo
Viver de passadas
É esquecer de andar
Viver de passinhos
É andar e não chegar
Dar passos
É poder andar
E poder andar
É poder viver
E poder viver
É viver cada passo

Quaisquer que sejam os nossos
Adquiridos
Os mesmos que sejam ou outros
Instituídos
Devem obedecer ao principal e
Comum
O direito do homem de o ser
E livre
A oportunidade sempre
Presente, depois de vista
Analisada a sociedade
Disposta, mal dispondo-a entre
Outras, beneficiando o oportunista
Dos dois lados jogar
É mal dispor só
Por consciência pesar
Jogar para só ganhar, Só!!
Dispensando quem se venha a lesar.
É coser a amizade (social) com ponto
Sem nó

A dimensão que um pequeno gesto pode ter, é a grandeza do seu significado

A decisão do tempo marca a mudança de dimensão e contraria a vida.

João António Fernandes Alves

 

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Sentidos



Há quem diga e tudo satura, o que provoca na seguinte geração, cabeças cegas de ouvidos, e de olhares totalmente calados, com uma boca que vê ser dito e sem responder narizes que inalam todo o tipo de sensações.
Porque se pôde, dizer, talvez por se achar bem, repetir e por bem tornar e realçar, e pelos sábios do passado isto tem que ser, lembrado, deve ser total obsessão!! E tudo é loucura.
Quais chuvas acidas que caem irrigando imensas áreas, que impotentes as recebem. Tais áreas potenciadas para as dar e fabricar, produzir, mas depois de recebidas, já mais nada poderá fazer.
 

 

 
Um dia na tua vida
 

 

Todos os sentidos do dia estavam virados apenas para a noite que se adivinhava, chegaria com uma vida de dotes e qualidades nunca antes vista; jamais uma noite se tinha sentido durante o dia, e a expectativa era enorme como se pode imaginar, e como talvez se não consiga sentir, pois só quem aquele momento viveu estaria hoje, como eu, a ser e a tentar transmitir tudo o que viu, sem ter a certeza de ser bem sucedido, pois só visto!!
Mas tentando e dizendo que todos os atributos do dia, naquele, se tinham tornado evidencias totais da noite, sem qualquer sombra de duvida, só tinha o que não se via, e só se via o que não se poderia ter, e sentia-se a noite naquele dia que não se fazia sentir. Embora todos soubessem o que era e os outros não duvidavam que a noite se seguiria, os que restavam tinham a certa certeza de que sabiam como seria, e ninguém adiantava o que iria ser um prognóstico.
Ao mar de vazios, tempestades de confusões que se seguiu, bem o que se seguiu, foi tão somente que a noite chegou e que aos poucos tudo se normalizou, em espaços a grande massa foi-se enchendo e as partículas assentando, só já nada ficou como antes, pois diurnos transformavam-se em nocturnos e estes num instinto de sobrevivência refugiam-se no dia. Que dias melhores se seguiram? Todos estavam longe para responder, pois existia uma noite a descobrir e um novo dia para fazer!
Caprichos da natureza!? Poderá ser!! Poderá ser!!
Mas nem só.




João António Fernandes Alves

 

 

Bailado de Nós


 

O que mais naquela estranha casa se evidenciava, era naturalmente, todo o empenho e consequente satisfação dos que a habitavam. Por isso mesmo a áurea de intrigas que à sua volta se criava, não eram mais que tentativas, idealizadas a partir de tais ilustres pessoas, para se conseguir à sua mais possível semelhança um tal qual modo de estar passar esta vida.
O que se poderia dizer por acréscimo daria uma grande história por excelência, ou, para outras opiniões mais um conjunto excessivo de palavras. Para não suscitar este tipo de opiniões, nada mais vos conto, para que se assim o desejarem, possam construir o que se estaria a destruir.
 

Quando em sombras entra luz...


Sozinho no espaço que me rodeia, insisto
Na sequência lógica, tão pouco para quase todos,
Tão muito para quase nenhuns!!
só no tempo me refugio, que à minha volta desiste, no cáus do que nada significa, mas muitos significados tem.
Por parar vou andar de encontro à quietude de tudo
que esteja a parar.
Emergindo do silêncio como alguém que mergulha no barulho com força para o silenciar, para com tudo o que lá aprendeu poder, sem grande esforço, parar o andamento posto em marcha com afins, e movimentar as paragens originárias desse andamento.
Emergindo com naturalidade, e consequentemente, o silencio que saudamos ouvir; Que outros
Conheceram, e que então era pertença de todos e que agora a todos pertencerá, beneficiando agora com
O interregno, por dispor de meios e técnicas para a sua melhor repartição, e, acomodação aos menos
Convictos de que o culto taciturno da sua pessoa é a melhor comunicação que o mundo até hoje conheceu, resultando dai a culta linguagem com outras pessoas.

A dimensão que um pequeno gesto pode ter,
É a grandeza do seu significado.


João António Fernandes Alves
 

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Última revisão:27 de Novembro de 2004, 22:05:24, TMG+-0000
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